Atividade: Mesa Redonda

 

REFLEXÕES SOBRE O TERCEIRO NÍVEL DE SELEÇÃO E ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA SENSIBILIDADE AO OUTRO NA TCR

 

Patrícia Piazzon Queiroz

IAAC - Campinas

 

Renata Cristina Gomes

ITCR – Campinas

Diz-se que o indivíduo é sensível ao outro quando é capaz de corretamente identificar o efeito que as Contingências de Reforçamento (CR) têm sobre o outro e responder emocionalmente de forma semelhante a que responderia caso essas mesmas CR estivessem operando sobre si próprio. Além disso, no caso de contingências coercitivas ou punitivas, espera-se que o indivíduo procure comportar-se para modificar ou amenizar o efeito que tais contingências, uma vez identificadas, têm sobre o outro. Nos casos em que as CR operando sobre o outro são de reforço positivo, espera-se que, em contrapartida, o indivíduo comporte-se para a manutenção ou favorecimento dessas CR. Na prática clínica, muitas vezes observa-se que os clientes são capazes de responder racionalmente àquilo que está acontecendo com as pessoas relevantes com as quais convivem, isto é, são capazes de identificar e descrever: o que está acontecendo com tais pessoas; como tais pessoas devem estar se sentindo diante desses eventos; como o próprio cliente deveria se sentir ou agir nesse contexto para demonstrar sensibilidade. Ocorre que ser capaz de identificar e descrever não equivale a ser capaz de genuinamente experienciar os sentimentos que a sensibilidade requer, ou seja, não equivale a responder afetivamente em consonância com as variáveis corretamente identificadas e descritas. Quais estratégias pode então o psicoterapeuta aplicar para ajudar o cliente a desenvolver um repertório genuíno de sensibilidade ao outro? O objetivo da apresentação é discutir tais estratégias conceitualmente e ilustrar sua aplicabilidade com a discussão de um caso.

Palavras-chave: Sensibilidade ao outro; Terceiro nível de seleção; Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR).