Atividade: Estudo de Caso Clínico

 

REFORÇO POSITIVO FAZ MAL? IMPLICAÇÕES DO CONCEITO DE REFORÇO LIVRE NO MANEJO DE CASO NA TCR.

 

RENAN GRILO

Instituto Interage

 

Contingências de Reforçamento (CR) positivo exercem diversos efeitos comportamentais no organismo. Cabe ao psicoterapeuta, sem qualquer julgamento de valor, analisar tais efeitos sobre a história de vida do cliente e sobre o seu desenvolvimento. Ao fazer uma leitura comportamental desse processo histórico, o clínico transforma dados biográficos aleatórios em Histórias de Contingências de Reforçamento passíveis de serem analisadas e, consequentemente, suscetíveis a intervenções comportamentais sólidas. Dentro deste contexto, se faz pertinente a apresentação de um caso clínico em que o efeito do contato com abundantes CR de reforço livre é estudado. Nessas relações complexas, ligadas a estímulos reforçadores positivos intensos (não amenos), será discutido o relato de caso clínico de Marcos  (30). Marcos chegou à psicoterapia com as seguintes queixas: sentimentos de baixa autoestima, ideações suicidas, crises de ansiedade, busca por "ser uma pessoa melhor"  (no  intuito de conseguir evitar o término do relacionamento de 10 anos com a esposa ) e gostaria de "ser mais feliz", pois, não sentia valor nas coisas, nas pessoas e em si próprio. Apesar da queixa inicial em grande parte estar fenotipicamente ligada a atender a demanda do ambiente social (esposa), ficou evidente durante todo o processo psicoterapêutico,  o déficit significativo nos repertórios afetivo social a apresentação de padrões de impulsividade, excesso de comportamentos críticos,  insensibilidade ao outro, distorções sobre sua a autoestima  e autoconfiança. Dessa forma, é possível ligar a historia de vida de Marcos  diretamente com a CR de reforço  livre a  nível material (financeiro), social (elogios) e a ausência de CR que visassem  o fortalecimento de comportamentos que produzissem seus próprios reforçadores, desta maneira, podemos supor que as CR citadas anteriormente, inibiram desenvolvimento  de padrões comportamentais “construtivos”, sentimentos de alegria, satisfação, bem estar e independência. Dessa forma, coube ao psicoterapeuta realizar intervenções que visassem: estabelecer o vínculo terapêutico, autoconhecimento,  reforço diferencial de tatos puros, punição negativas e positivas moderadas,  retirada gradual de reforçador social(atenção), estabelecer relação de reforço contingente aos comportamentos do cliente e modelagem de padrões comportamentais ligados a sensibilidade ao outro. Diante da exposição resumida do caso, o intuito da apresentação é de relatar ,além dos sentimentos descritos pelo cliente, as propostas de intervenções psicoterapêuticas e os demais procedimentos utilizados; relatar também  sentimentos próprios do psicoterapeuta produzidos nas sessões e as possíveis soluções mediante as contingências complexas ligadas a reforçadores positivos intensos e muitas vezes não contingentes. 

 

 

Palavras-chave: História de Contingências de Reforçamento; reforço livre; reforço positivo.