Atividade: Comunicação Oral (Estudo de caso clínico)

DIVERSIDADE CULTURAL ENTRE BRASIL E ALASCA: CONTINGÊNCIAS DE BULLYING OU COMPORTAMENTO DE FUGA E ESQUIVA DA CLIENTE?  ESTUDO DE CASO CLÍNICO EM TERAPIA POR CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO

MAYARA FIGUEIREDO NUNES

Sabrina Saito

ITCR - Campinas

O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo de caso clínico na abordagem analítico-comportamental. A cliente (13) era natural da República Dominicana e morava no Alasca desde os seis anos de idade com a mãe e o padrasto. Aos treze anos, a cliente, junto com sua família, veio morar no Brasil durante um ano. No início desse período a mãe procurou atendimento para a filha devido a algumas dificuldades desta, entre elas: relacionamentos interpessoais com os pares na escola, o que cogitou-se a hipótese da cliente estar sendo vítima de bullying no contexto escolar; conflitos  familiares, especialmente com a mãe; dificuldade na  adaptação cultural e manejo das emoções. Além das limitações identificadas pela mãe e pela cliente, foi possível observar outras dificuldades da cliente durante o processo psicoterapêutico: excesso de comportamentos de fuga-esquiva, dificuldade em descrever as contingências de reforçamento em operação e excesso de comportamentos governados por autorregras. Por outro lado, a cliente também apresentava variabilidade comportamental, se envolvendo em diversas atividades fora do ambiente acadêmico, como aulas de canto, piano, violão e dança. Diante desta realidade, o trabalho baseou-se em três contextos principais: familiar, escolar e clínico, a partir de sessões individuais com a cliente, orientações Aos pais e  a profissionais da escola Tanto a família quanto a escola foram envolvidas e instrumentalizadas para que as mudanças de contingências não ocorressem apenas no ambiente clínico, junto à psicoterapeuta. Ao longo do processo psicoterapêutico resultados significativos foram obtidos, entre eles a melhora no relacionamento social e familiar, emissão de comportamentos socialmente habilidosos e melhor discriminação das contingências em operação. Entretanto, na última sessão realizada, antes de a família retornar ao Alasca, novas e importantes demandas surgiram, evidenciando assim a fragilidade e relevância do caso, assim como a limitação presente na atuação do psicólogo quando as contingências não favorecem a continuidade do atendimento.

Palavras-chave: Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR); Análise do Comportamento; Psicologia Clínica.