Atividade: Curso

 

AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL PRECOCE DE RISCO DE AUTISMO

 

Paula S. Gioia (PUC-SP)

Cintia Guilhardi (Consultório Particular)

 

 

Embora muitos estudos têm confirmado os benefícios da intervenção precoce em crianças com TEA, há poucos trabalhos baseados na observação longitudinal do comportamento da criança que visam identificar sinais de risco de autismo antes de dois anos de idade, para uma possível intervenção. Uma população a ser investigada com esse propósito é o irmão de uma criança com autismo, com mais chances de apresentar atipicidade quanto ao seu desenvolvimento neurológico do que irmãos de crianças típicas. Este trabalho pretende avaliar um protocolo de avaliação comportamental de sinais de risco precoce de autismo na população de irmãos mais novos, de 7 a 36 meses de idade, de crianças com autismo. O desempenho da criança de risco é observado e filmado trimestralmente na própria residência durante a realização de tarefas que lhe são pedidas pelo cuidador.  Essas tarefas pretendem evocar comportamentos-alvo relacionados à interação social, marcador importante do desenvolvimento infantil. Os resultados indicaram que foram apropriadas a seleção dos participantes na idade determinada como critério, a periodicidade da coleta. Em relação à fidedignidade entre observadores e integridade do procedimento, foram alcançados índices acima de 80%, indicando que os treinos dos pesquisadores e dos cuidadores foram bem feitos. Os resultados de desempenho de cada participante obtidos com as coletas realizadas até o momento tiveram a função de sugerir uma possibilidade de avaliação de risco e não de avaliação da criança em si, embora as crianças que apresentaram algum tipo de atraso no desenvolvimento foram encaminhadas a especialistas pelos pesquisadores após orientação de seus pais.

 

Palavras-chave: autismo, sinais de risco de autismo, avaliação comportamental.