Atividade: Sessão Coordenada

O QUE FAZER QUANDO O CLIENTE NÃO TRAZ QUEIXAS? – UM ESTUDO DE CASO EM TERAPIA POR CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO (TCR)

CRISTINA MARQUES GONTIJO

Luciana Leão Moreira

ITCR- Campinas

 

Respostas de fuga-esquiva do cliente em sessão são bastante comuns durante o processo psicoterapêutico e podem aparecer com fenótipos bastante distintos. No presente trabalho, a ocorrência de respostas de fuga-esquiva em sessão foi significativa. O cliente Diogo (24) relatou como queixa inicial não conseguir permanecer nos empregos. Ele passou por uma história de Contingências de Reforçamento (CR) aversivas, a mãe tinha um alto nível de exigência sobre o comportamento do filho, de maneira que apenas respostas muito elaboradas de fuga-esquiva eram selecionadas. Em consequência, o cliente desenvolveu baixa variabilidade comportamental, tendo seu repertório restrito principalmente a excessiva emissão de: respostas selecionadas e mantidas por reforçadores imediatos; comportamentos governados por regras e comportamentos de fuga-esquiva. O cliente verbalizou ter medo de possíveis punições advindas da psicoterapeuta, sendo assim foi possível perceber o cliente emitindo comportamentos de fuga-esquiva ao longo do processo psicoterapêutico, tais como: a) não apresentar queixas; b) mentir ou omitir em sessão; c) relatos pouco descritivos. Sob controle desses comportamentos do cliente, foram empregados os seguintes procedimentos: a) reforçamento diferencial de comportamentos de relatar dificuldades; b) modelagem de um relato mais descritivo; c) analisar junto com o cliente seus padrões de comportamento. Alguns dos resultados obtidos foram: aumento das respostas de apresentar queixas; diminuição de  ocorrências de mentir; e desenvolvimento do relato do cliente, com maior clareza e detalhamento.

 

Palavras-chave: Processo psicoterapêutico; comportamentos de fuga-esquiva; Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR).