Atividade: Mesa Redonda

DESAFIOS DA PRÁTICA PSICOTERAPÊUTICA - A RESISTÊNCIA DO CLIENTE À MUDANÇA

 

CONTRIBUIÇÕES DO CONCEITO DE CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO MATRICIAIS

 

RENATA CRISTINA GOMES

ITCR – Campinas

 

 

Como muitos outros comportamentos observados durante o processo psicoterapêutico, a resistência do cliente à mudança deve ser compreendida como produto das contingências de reforçamento que operaram e ainda operam sobre o cliente. Diferentes variáveis podem contribuir para que o comportamento resistente à mudança seja observado, tais como: inabilidade por parte do terapeuta na condução do processo; alto valor reforçador, para o cliente, da manutenção da situação vigente; alto custo de resposta envolvido na mudança; possibilidade de enfrentamento de eventos aversivos relacionados à mudança etc. O conceito de Contingências de Reforçamento Matriciais (CRM) surgiu a partir da observação de que alguns padrões comportamentais parecem pouco suscetíveis à mudança a partir da ação psicoterapêutica ou mesmo a partir de relevantes alterações no contexto de vida do cliente. Tais padrões comportamentais responsáveis por boa parte daquilo que se denomina resistência à mudança seriam produtos de variáveis controladoras sutis e interacionais componentes de CRM. O objetivo da apresentação é apresentar conceitualmente as CRM e a importância clínica da identificação e compreensão de sua ocorrência.

 

Palavras-Chave: Contingências de Reforçamento Matriciais; Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR); Resistência à mudança.