Atividade: Mesa Redonda

 

A MORTE E SEUS DESDOBRAMENTOS: ATUAÇÃO DO TERAPEUTA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL

 

TERAPEUTAS EM LUTO: PERDER FAMILIA, AMIGOS E CLIENTES

 

REGINA CHRISTINA WIELENSKA

Amban / IPq-FMUSP

 

Terapeutas, por excelência, ganham seu pão auxiliando indivíduos a lidarem com alguma forma de sofrimento. É mais raro alguém buscar a terapia em busca do autoconhecimento. No contexto da dor alheia, somos ocasionalmente chamados ao telefone em horas adversas, marcamos consultas extras, falamos com psiquiatras e familiares de nossos clientes. Em paralelo ao cenário em que cuidar de cada cliente da melhor forma possível é a regra, terapeutas precisam dar conta de muitas outras questões de natureza pessoal. Carreira, estudos, lazer, saúde, finanças, filhos, cônjuge, amigos, pais, o teor da lista varia e os seus componentes não possuem ordem absoluta de importância, isto varia caso a caso. A questão é que o papel de cuidador pode entrar em rota de colisão ou, ao menos, concorrer com a vida privada do cliente. Um terapeuta em processo de divórcio está em condição de bem atender um casal? No presente trabalho, a ênfase será em fazer indagações, ao invés de ditar normas. Será discutido como um terapeuta pode manejar episódios de morte em sua vida pessoal de forma a integrar sua dor (ou qualquer outro tipo de experiência privada) com os atendimentos de seus clientes. Adicionalmente será discutido: como o suicídio ou a morte natural de um cliente pode afetar o terapeuta e quais cuidados podem e devem ser tomados em casos dessa ordem.

Palavras-chave: Perda por morte; terapia comportamental; prática psicoterapêutica.