Atividade: Comunicação Oral (Estudo de Caso Clínico)

PRA QUÊ FAZER AGORA O QUE POSSO DEIXAR PARA DEPOIS?�
IMPORTÂNCIA DA VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL DO PSICOTERAPEUTA EM UM CASO DE PROCRASTINAÇÃO E BAIXO ENGAJAMENTO DO CLIENTE: ESTUDO DE CASO EM TERAPIA POR CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO

 

VALENTINA FERREIRA SANTOS DE ALMADA LIMA   
Conceição Aparecida dos Santos Covre Batista    
ITCR – Campinas

Lucas (21), solteiro, morava com os pais, Carlos (49) e Patrícia (50), e as irmãs Fernanda (25) e Marcela (23). Cursava o 8º período do curso de Psicologia, estagiava em uma empresa como Designer de Informação e estava no período de realização do trabalho de conclusão de curso. Lucas procurou a psicoterapia com as seguintes queixas: relacionamentos afetivo/sexuais superficiais e passageiros; altas expectativas sobre as pessoas com quem se relacionava; baixa autoestima; distração; dependência dos outros; desorganização; padrão de comportamento passivo e comportamento de procrastinar. Ao longo do processo psicoterapêutico, foram identificadas outras dificuldades, tais como: comportamento predominantemente mantido por consequências sociais (aprovação social ou fuga-esquiva de reprovação social) e pouco controlado por consequências naturais; comportamento predominantemente controlado por fuga-esquiva de eventos considerados aversivos; déficit de repertório de organização de tempo para a realização de atividades; déficit  de repertório de autocontrole, baixa autoconfiança e baixa autoestima, entre outras. Diante das dificuldades apresentadas, alguns objetivos psicoterapêuticos foram: aumentar repertório de enfrentamento de eventos aversivos; desenvolver repertório de autocontrole; desenvolver sentimentos de autoconfiança e de autoestima; desenvolver repertório de organização de tempo e de atividades; enfraquecer padrão de procrastinação, entre outros. Neste trabalho, será enfatizado o objetivo de desenvolver repertório de organização de tempo e de atividades e enfraquecer o padrão de procrastinação. Para o alcance destes objetivos, foi necessário ensinar o cliente a descrever e analisar as contingências de reforçamento em que o comportamento de procrastinar era emitido, desenvolver repertório de estudo e de organização, desenvolver repertório de autocontrole e aumentar motivação para comportamentos de estudo, utilizando procedimentos como: fornecimento de regras e modelos pela psicoterapeuta, fornecimento de feedbacks imediatos em sessão externa, modelagem, reforçamento diferencial, entre outros. Como resultado destaca-se: aumento da consciência sobre as contingências de reforçamento que atuam no padrão de procrastinar, ampliação do repertório de comportamentos de estudo e ampliação do repertório de comportamentos de organização de tempo para a realização de atividades. Será analisada também a importância da variabilidade comportamental do psicoterapeuta e a necessidade de lidar com sentimentos de frustração quando as estratégias inicialmente planejadas não se mostram efetivas e quando é
necessário testar diferentes procedimentos para o alcance dos objetivos
psicoterapêuticos propostos.

Palavras-chave: Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR);
procrastinação; variabilidade comportamental do psicoterapeuta.