Atividade:Comunicação Oral (Estudo de caso clínico)

 

E QUANDO AS DIFICULDADES SÃO DE TODOS? UM ESTUDO DE CASO DEDESENVOLVIMENTO ATÍPICO TRATADO PELA TERAPIA POR CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO (TCR)

 

 

GABRIELA GONÇALVES MOYSÉS BUENO

 

Consultório Particular

 

Celina (08) era a filha mais nova de Joice (46) e Pedro (54); tinha uma irmã, Cíntia (20), que morava em outra cidade e visitava a família em alguns finais de semana. Celina foi encaminhada por uma psicóloga com quem fazia atendimento domiciliar háquase três anos. A criança apresentava comportamentos característicos do Transtorno de Espectro do Autismo (TEA), mas o diagnóstico não havia sido concluído. Já havia passado por três processos terapêuticos. Celina estudava em escola regular, no terceiro ano doensino fundamental.A queixa inicial da mãe era não conseguir sair com a filha para ambientes externos, como: restaurantes, casa de parentes, supermercados, entre outros, pois Celina emitia respostas com topografia agressiva, como: bater, xingar, arranhar, chutar, beliscar familiares e pessoas desconhecidas, com possível função de fugir/se esquivar de estimulações aversivas ou ter acasso à reforçadores sociais, como atenção. Em sessões, além de emitir as respostas com topografia agressiva, Celina apresentava baixa tolerância à frustração e comportamentos de fuga-esquiva indesejados, por exemplo: ao ter que guadar jogos e brinquedos,fazia xixi na roupa para fugir da situação ou emitia ecolalias tardias, como: reproduzir verbalizaçoes de adultos de reprovações de seus comportamentos, do tipo: não pode bater, não pode beliscar, entre outras. A cliente agia prioritariamente sob governo de primeiro e segundo níveis de seleção: agia impulsivamente para conseguir o que queria. Além das dificuldades de Celina, os pais também apresentavam déficits no repertórios de interação com a filha: ofereciamatenção independente dos comportamentos emitidos pela criança; facilitavam tarefas simples, não estimulavam a fala, usavam de punição não contingente e tinham dificuldades de estabelecer regras e impor limites. Assim, os cuidadores não ficavam sob controle das consequências das respostas emitidas e a cliente mantinha o comportamento de controle sobre o ambiente social, em particular doméstico. Foram utilizados princípios e procedimentos básicos de Análise do Comportamento no planejamento e na execução de intervenções para superar as principais dificuldades. Celina foi atendida e os pais foram orientados em como aplicar consequências apropriadas aos comportamentos desejados e indesejados da filha.Os principais procedimentos utilizados com os pais foram: orientações com instruções verbais;sugestões de leitura e vídeos a respeito dos reforços diferenciais e procedimentos de extição de comportamento. Com a cliente foram utilizados procedimentos de: reforçamento diferencial, instruções verbais, extinção de comportamento seguido por desvio de atenção, aproximação sucessivas e, a cliente, também, foi exposta a ambientes sociais e eram oferecidos modelos de como ela poderia se comportar em diferentes situação, foram utilizadasinstruções e regras . Tais procedimentos objetivavam, prioritariamente, levar Celina a ficar sob controle da presença do outro e as regras sociais; a ampliar repertório de verbalizações do que ela queria;e orientação de pais Como resultados,houveram redução das respostasagressivas e aparecimento de respostas incompatíveis como: beijar, abraçar, falar que os amavae adiscriminação de Celina e dos pais das consequências que seus comportamentosproduziam no ambiente, como também, idas da família, sem a presença da terapeuta, ao supermercado.

 

Palavras-chave:Terapia por Contingencias de Reforçamento (TCR); modificação do comportamento; desenvolvimento atípico.