Atividade: Comunicação oral (Prática clínica)

 

FORMAS DE INCLUSÃO DA FAMÍLIA NA PSICOTERAPIA COM CRIANÇAS

 

Fernanda Resende Moreira

Universidade de São Paulo - USP

 

Marianna Gabriela de Brito

Paradigma - Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento

 

 

Considerando que a família é um dos principais ambientes para emissão de comportamentos adequados e inadequados de uma criança, torna-se importante discutir a inserção dos familiares na psicoterapia. Existem diferentes formas por meio das quais os membros de uma família podem participar do processo psicoterapêutico. Algumas delas são: sessões do psicoterapeuta com os pais; com apenas o pai ou a mãe; com os irmãos; com outros familiares relevantes na vida da criança; sessões do psicoterapeuta com a criança e os pais; criança e os irmãos; criança e os avós; acompanhamento terapêutico, entre outros. A inclusão dos membros da família na psicoterapia é importante por diferentes motivos. Dentre eles: levantamento de hipóteses, feedback sobre a produção de mudanças ou não durante a intervenção; observação direta de comportamentos dos familiares; intervenção direta sobre tais comportamentos; orientação sobre como se comportar em situações extra-consultório; treinamento de habilidades específicas; ensino da realização de análises funcionais dos próprios comportamentos em relação aos comportamentos-problema da criança; modelação e modelagem dos comportamentos dos pais; entre outros. Atualmente, existem protocolos de psicoterapia baseados em evidência que incluem a família na intervenção com crianças e adolescentes como, por exemplo, o Parent Child Interaction Therapy (PCIT). Os formatos de atendimento com familiares e suas vantagens serão discutidas ao longo da apresentação, bem como alguns tratamentos empiricamente sustentados serão citados para ilustração.

 

PALAVRAS-CHAVE: Psicoterapia comportamental infantil; família; psicoterapia baseada em evidência.