Atividade: Comunicação oral (Estudo conceitual)

SUPERVISÃO CLÍNICA PÓS-ACADÊMICA: UM OLHAR ANALÍTICO COMPORTAMENTAL

 

Bárbara Maíra da Costa

Andreza Garbeloti Passos Ferracota

Flávia Ayala Higuti Silva

 

Consultório Particular

 

Estudos indicam que o bom andamento do processo psicoterapêutico tem sido frequentemente vinculado à qualidade da relação terapêutica, relação esta que requer do psicoterapeuta habilidades que vão além de conhecimentos teóricos e técnicas. Neste contexto, a supervisão de atendimentos clínicos tem sido apontada como um recurso fundamental para o desenvolvimento de habilidades de futuros psicoterapeutas e também para o aprimoramento da prática clínica de psicoterapeutas já formados. Devido à importância da supervisão na formação e aprimoramento do psicoterapeuta comportamental, procurou-se, por meio desse trabalho, ampliar a visão sobre a supervisão clínica após a formação e sua importância para o desenvolvimento do repertório do psicoterapeuta, no sentido de auxiliá-lo a realizar análises funcionais do comportamento do cliente e também do seu próprio comportamento, com facilidade e eficácia, dando maiores condições de um atendimento de qualidade. O tema supervisão foi divido em três principais enfoques: (1) o cliente em relação com seu próprio contexto; (2) a relação entre cliente e psicoterapeuta; e (3) a relação entre psicoterapeuta e supervisor. Ao analisar o primeiro enfoque (1) os pontos mais relevantes foram base teórica e atualização teórica; qualidade do processo psicoterapêutico; experiência do supervisor como psicoterapeuta e como atuante em clínica particular; e mudanças culturais atuais. No segundo enfoque (2) foram apontadas reflexões sobre o comportamento do cliente na sessão como um recorte ou amostra dos comportamentos fora desse contexto; a análise funcional da relação psicoterapêutica; o autoconhecimento e o repertório de observar-se do psicoterapeuta; o autocontrole do psicoterapeuta para lidar com reforçadores em longo prazo; repertório e habilidades do psicoterapeuta; história de reforçamento e comportamentos encobertos do psicoterapeuta. Na parte (3) foram levantadas reflexões sobre a relação entre o psicoterapeuta e o supervisor e as contingências existentes no contexto da supervisão; relações de controle entre supervisor e psicoterapeuta e implicações disso; a importância da análise funcional no contexto da supervisão; modelagem e modelação do comportamento do psicoterapeuta; e o caráter terapêutico da supervisão. Constatou-se que as pesquisas sobre procedimentos de supervisão ainda são escassas na literatura da Análise do Comportamento, em especial, aquelas relacionadas à supervisão clínica após a formação inicial de psicoterapeutas comportamentais. Sugere-se a necessidade de estudos que busquem estabelecer orientações mais padronizadas para a atuação de supervisores, de modo que se possa avaliar com objetividade a relação entre o processo de supervisão e a qualidade da prática do supervisionado.

 

Palavras-chave: Supervisão; psicoterapia; Análise do Comportamento.